Indústria da construção chega ao maior nível de confiança desde fevereiro de 2013, aponta CNI

A indústria da construção fechou 2017 com redução da atividade e do emprego, mas apresentou melhora em relação ao ano anterior. O índice de nível de atividade ficou em 44,9 pontos e o de número de empregados foi de 43 pontos em dezembro do ano passado. No mesmo mês de 2016, esses números eram de 37,9 pontos e 36 pontos, respectivamente. Os dados são da Sondagem Indústria da Construção, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na última sexta-feira (26).

O Índice de Confiança do Empresário da Constrição (ICEI) subiu para 57,2 pontos em janeiro, o maior nível desde fevereiro de 2013. Isso mostra, de acordo com a pesquisa, que os empresários estão esperando o aumento do nível de atividade, de novos empreendimentos e serviços, de compra de insumos e matérias-primas e do número de empregados nos próximos seis meses.

Por outro lado, o índice de intenção de investimento caiu para 32,1 pontos em janeiro. Ele varia de zero a cem pontos. Quanto mais alto esse valor, maior a propensão para investimento. O nível de utilização da capacidade operacional atingiu 58% em dezembro. Isso significa que o setor operou com 42% das máquinas, dos equipamentos e do pessoal parados.

A pesquisa informa ainda que os empresários continuam insatisfeitos com situação financeira das empresas. Mas o grau de insatisfação é menor do que o registrado no fim de 2016. O indicador de satisfação com a margem de lucro alcançou 37 pontos no quarto trimestre de 2017 e ficou acima dos 31,7 pontos de igual período de 2016. O indicador de satisfação com as condições financeiras das empresas subiu de 36 pontos no quarto trimestre de 2016 para 39,9 pontos no fim de 2017.

A pesquisa da CNI também mostra os principais problemas enfrentados pela indústria da construção no quarto trimestre de 2018. No topo da lista, com 37,8% das respostas, aparece a elevada carga tributária. Em segundo lugar, com 29,8% das menções, os empresários citam a demanda interna insuficiente e, em terceiro lugar, com 27,4% das assinalações, está a falta de capital de giro. Em seguida, vem a inadimplência dos clientes, a taxa de juros elevada e o excesso de burocracia.

A sondagem foi realizada entre 3 e 16 de janeiro, com 528 empresas. Dessas, 173 são pequenas, 238 são médias e 117 são de grande porte.

Por Gabriel Gameiro

Veja também:

ATENÇÃO ASSINANTES!

O acesso às edições mais recentes das revistas AU – Arquitetura e Urbanismo, Construção Mercado, Equipe de Obra, Infraestrutura Urbana e Téchne foi restabelecido em nossa plataforma digital.