Após três anos, vendas e lançamentos de imóveis residenciais crescem em 2017 na cidade de São Paulo

Após três anos em queda, o mercado imobiliário da cidade de São Paulo apresentou resultados positivos tanto em relação às comercializações, quanto aos lançamentos em 2017, de acordo com balanço divulgado em fevereiro pelo Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP). Ao todo, 23,6 mil unidades residenciais novas foram comercializadas e 28,7 mil unidades colocadas no mercado, o que representa um crescimento de 46,1% e 48%, respectivamente, sobre o ano anterior.

“A reação do mercado imobiliário em 2017 foi surpreendente e superou as expectativas do início do ano”, diz Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação. Apesar disso, o resultado ainda não foi suficiente para alcançar a média histórica de 30 mil unidades lançadas por ano e 27,4 mil vendidas na capital paulista.

O ano foi marcado, principalmente, pelos imóveis econômicos enquadrados no programa Minha Casa, Minha Vida. Segundo dados também da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), 67% das unidades colocadas no mercado e 61% dos imóveis comercializados foram de dois dormitórios, 58% dos lançados e 51% dos vendidos possuíam área útil menor do que 45 m² e 50% dos lançamentos e 41% das vendas tinham preço total de até R$ 240 mil. Veja tabelas completa abaixo.

Sendo assim, a oferta final (soma de imóveis ofertados no mês anterior com as unidades lançadas e a subtração das vendas líquidas) ficou em 22 mil unidades residências novas em 2017 na cidade de São Paulo.

“A retomada dos lançamentos e da comercialização de imóveis novos na cidade de São Paulo contribui para ampliar as perspectivas de retorno do emprego na construção civil a partir do segundo semestre de 2018″, enfatiza Celso Petrucci, economista-chefe do Sindicato da Habitação.

O presidente do Secovi-SP, Flavio Amary, estima para este ano um crescimento nas vendas de imóveis novos de 5% a 10%. “Em relação aos lançamentos, a estimativa é que poderão ficar próximos aos números de 2017, com maior diversificação dos produtos ofertados”, afirma.

Segundo Amary, para que o setor possa concretizar essa projeção e gerar mais empregos, é fundamental que a taxa de juros e a inflação continuem em patamares aceitáveis, que a calibragem da Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo do município de São Paulo seja concluída e aprovada, que a Reforma da Previdência caminhe no Congresso Nacional e que haja maior controle do déficit público.

Veja o balanço completo do Secovi-SP clicando aqui.

Por Gabriel Gameiro

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