Confiança de empresários da construção tem crescimento relevante no primeiro trimestre do ano, aponta FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou nesta semana que o Índice de Confiança da Construção (ICST) teve um aumento de 0,7 ponto em março, chegando a 82,1 pontos. O primeiro trimestre de 2018 fechou com uma alta de 2,9 pontos sobre o trimestre anterior e de 7,2 sobre o mesmo período do ano passado.

Para Ana Maria Castelo, coordenadora de projetos da construção da FGV, o resultado de março mostra que a confiança empresarial retomou a trilha de recuperação observada desde junho do ano passado, fechando o trimestre com alta relevante, o que reforça as projeções de crescimento setorial. “Por outro lado, os sinais positivos ainda estão restritos a poucas atividades, destacando-se principalmente o segmento de Edificações”, afirma.

Tanto o Índice da Situação Atual (ISA-CST), quanto o Índice de Expectativas (IE-CST) registraram variações positivas no terceiro mês de 2018. O primeiro cresceu 0,9 ponto e totalizou 71,4 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,7 pontos). O resultado foi influenciado principalmente pela percepção sobre a situação atual da carteira de contratos, que avançou 1,4 ponto, passando a 68,9 pontos.

Já o IE-CST teve alta de 0,5 ponto, atingindo 93,2 pontos. O indicador que mais influenciou a alta do IE-CST foi o que mede a demanda para os três meses seguintes, que cresceu 1,4 ponto, na margem, para 92,1 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor, por fim, recuou pelo segundo mês seguido, variando -0,5 ponto percentual (p.p.) e atingindo 65,0%. Em relação aos NUCIs para Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos, as variações foram opostas: -0,7 e 1,1 ponto percentual, respectivamente.

Por Gabriel Gameiro

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