Mercado imobiliário cresceu em 2017 após dois anos seguidos de retração

A recuperação econômica iniciada em 2017 no Brasil afetou o mercado imobiliário brasileiro, fazendo com que ele fechasse o ano passado com resultados positivos. Com o aumento de venda em 9,4%, bem acima do crescimento de 5,2% nos lançamentos, houve uma redução do estoque de imóveis de 12,3%, segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).

José Carlos Martins, presidente da CBIC, prevê que 2018 será um bom ano. “Podemos dizer que [2017] foi o ano da virada, já que 2015 e 16 foram os piores anos nos últimos 15 anos. Estamos otimistas em relação a 2018, apesar de sabermos que o país ainda não resolveu problemas estruturais, como a reforma da Previdência. Mesmo assim, acreditamos num crescimento em torno de 10%”, afirma.

A região Sudeste continua sendo a principal responsável por alavancar os resultados positivos de vendas, especialmente a cidade de São Paulo. Destaque também para o aumento de 356% na Região Metropolitana de Curitiba nos lançamentos imobiliários e 160% nas vendas na Região Metropolitana de Maceió.

“O Rio de Janeiro poderia ajudar a puxar ainda mais, mas a situação atual em que a cidade se encontra, numa condição desagregadora, fica complicado apresentar resultados favoráveis. Daí o Sudeste não apresentar um cenário melhor”, afirma Celso Petrucci, presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII) da CBIC e responsável pelo estudo. Para ele o resultado de 2017 reflete a grande demanda que a Região Sudeste tem por imóveis. Ele afirma que cada região tem sua especificidade e que a cidade São Paulo é responsável por alavancar os números do Brasil.

A expectativa dos empresários é de crescimento. “Temos expectativa de queda de taxa de desemprego, queda da taxa Selic e previsão de crescimento do PIB de 2,89%”, diz Petrucci. “O país vai crescer mais, empregar mais, desempregar menos e manter a inflação estável. Isso vai ser muito bom para a indústria da construção, completa.

Por Gabriel Gameiro

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