Comercialização de imóveis usados tem melhor janeiro dos últimos oito anos em São Paulo

Depois de dois anos em queda, o mercado de imóveis usados começou 2018 em crescimento no estado de São Paulo. Pesquisa feita pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Crecisp) em 37 cidades do Estado, incluída a Capital, registrou aumento de 17,04% nas vendas em janeiro comparado a dezembro.

Para o presidente da entidade, esses números são ótimos. “É o melhor janeiro dos últimos 8 anos e isso não é pouca coisa”, comemora José Augusto Viana Neto. “Estamos saindo da recessão econômica, uma das piores que o País já enfrentou, e os resultados de janeiro indicam que esse segmento do mercado imobiliário pode estar embarcando na onda da recuperação que já é sentida em vários setores da Economia”, completa.

Em 2017, o índice Crecisp ficou positivo em 1,23%, abaixo da inflação oficial (IPCA) de 2,95%. Em 2016, quando o IPCA foi de 6,29%, o índice Crecisp registrou alta de 4,26%, dois pontos percentuais a menos.

Das 999 imobiliárias que o Crecisp consultou, praticamente a metade (48,69%) dos imóveis negociados foi vendida à vista. O financiamento de bancos respondeu por 38,89% do total e ainda houve 12,09% de negócios fechados com pagamento parcelado diretamente pelos donos de casas e apartamentos e 0,33% vendidos com carta de crédito de consórcios.

O crescimento das vendas em janeiro sobre dezembro ocorreu em três das quatro regiões que compõem a pesquisa Crecisp: Capital (+ 6,61%), Litoral (+ 61,28%) e as cidades de Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Guarulhos e Osasco (+ 13,15%). No Interior houve queda, de 6,53%.

A locação de imóveis residenciais cresceu 6,85% em janeiro sobre dezembro no Estado de São Paulo, o 10º ano seguido em que se registra crescimento nesse mês segundo o histórico das pesquisas feitas pelo Crecisp.

Nas 999 imobiliárias pesquisadas pelo conselho em 37 cidades, o volume de locações fez o índice estadual evoluir de 2,4572 em dezembro para 2,6256 em janeiro. A maioria dos novos inquilinos preferiu as casas (53,72% do total) aos apartamentos (46,28%). Essas mesmas imobiliárias receberam as chaves de imóveis em número correspondente a 72,93% do total de novas locações.

Por Gabriel Gameiro

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